Conselhos Básicos

A ALIMENTAÇÃO DO CÃO

 

Até que atinja o tamanho e o peso de adulto, o cão tem necessidades alimentares específicas que devem ser satisfeitas. Do crescimento depende o desenvolvimento harmonioso do esqueleto e da musculatura bem como grande parte da condição física do cão.

 

Num cachorro a ração deverá ser “concentrada”, ou seja, para quantidades iguais deve ser mais rica nos seus componentes.

O cachorro come três vezes ao dia até que tenha seis meses e, a partir de então, bastar-lhe-ão duas refeições diárias, preferencialmente serem servidas sempre à mesma hora, com o objectivo de criar hábitos no animal. É conveniente manter este sistema de duas refeições por dia mesmo em adulto, sobretudo tratando-se de um cão grande, porque o aporte alimentar reparte-se melhor ao longo do dia, reduzindo assim os riscos de uma sobrecarga gástrica.

A alimentação não deve ser demasiado abundante, por melhor que seja a qualidade da comida. Com efeito, a capacidade digestiva de um cão (principalmente num cachorro) é limitada e, se for ultrapassada, a sobrecarga dará origem a diarreias. Assim, deve-se ter cuidado com as refeições demasiado ricas ou abundantes e com a gulodice do animal.

A mudança brusca do regime alimentar também é uma causa frequente de diarreias. Em caso de necessidade, convém fazer uma transição progressiva de oito a dez dias para que o sistema digestivo se adapte convenientemente à nova comida.

É importante não esquecer que o cão deve ter sempre disponível uma tigela cheia de água fresca (um cachorro é mais sensível à desidratação do que um adulto e as suas necessidades hídricas são, portanto, proporcionalmente mais importantes).

 

 

SAÚDE / HIGIENE

 

Os cuidados com os ouvidos

 

As orelhas do cão são causa frequente de transtornos. De uma maneira geral, bastam certas medidas de higiene para os fazer desaparecer embora, nalguns casos, eles sejam tão graves que se tenha de recorrer à medicina ou até à cirurgia.

Nos ouvidos as secreções são mais ou menos abundantes segundo as raças e os indivíduos. O canal auditivo está coberto por uma camada celular que contém um número elevado de glândulas sebáceas que produzem o cerume. Se este for abundante, é necessário eliminá-lo regularmente a fim de evitar, por um lado a formação de tampões e por outro a proliferação de bactérias. Para isso recorre-se a produtos especialmente concebidos para o efeito indicados pelo médico veterinário. Após a instalação desses produtos é necessário pressionar o conduto auditivo para fazer com que a “cera” se solte, amoleça e, por último, se desagregue. Depois não é preciso mais do que esperar que o cão abane a cabeça para que os pedaços saiam.

Quando o conduto auditivo tem pelos, coisa bastante frequente, há que começar por fazer uma depilação com o objectivo de evitar que os produtos de secreção fiquem ali retidos e criem condições propícias à inflamação e mesmo à infecção.

Dada a anatomia especial do conduto auditivo, está completamente contra-indicado o uso de cotonetes pois, com estes, é fácil fazer com que os restos que se pretendem eliminar caiam no fundo da porção horizontal. O uso dos cotonetes está, portanto, apenas indicado para limpar as regiões visíveis da orelha, em especial as circunvoluções do pavilhão auricular, onde a sujidade se acumula muito facilmente.

 

 

A pelagem

 

A pelagem é o reflexo do organismo. O seu exame periódico permite descobrir qualquer anomalia eventual ou mesmo uma doença.

Os cuidados a ter com a pelagem fazem parte da higiene habitual do cão. Consistem basicamente em escovar e lavar o animal. A escovagem apresenta numerosas vantagens e permite detectar precocemente certas anomalias, constatar a presença de parasitas, eliminar a sujidade e, sobretudo, graças à massagem que pressupõe, eliminar os pêlos mortos e estimular o funcionamento do folículo piloso e da glândula sebácea. Por último, a escovagem habitua o animal a ser manipulado, o que representa uma vantagem quando se trata de cuidar deles.

Devem-se escovar os cães todos os dias durante alguns minutos, energicamente mas sem os magoar.

Todos os cães se podem banhar e lavar, mas não com a mesma frequência (esta varia geralmente entre quinze dias e dois meses). Os champôs podem estragar a pelagem, uma vez que eliminam a gordura que protege e amacia o pêlo, pelo que se deve utilizar um champô de pH neutro de acordo com a pele do cão.

 

 

A desparazitação

 

A desparasitação do cão é um acto trivial a que se procede muitas vezes sem preparativos especiais. Porque, ao longo de toda a sua vida e conforme a maneira como é tratado, o cão está mais ou menos exposto ao risco de ser infestado por parasitas, que necessitam de tratamentos diferentes, devendo estes ser escolhidos com o maior cuidado para serem eficazes.

O cão pode albergar várias dezenas de espécies diferentes de «vermes». Todos os órgãos podem ser afectados, mas os mais frequentes são, de longe, os parasitas do tubo digestivo. Alguns «vermes» podem ser alvo de um tratamento regular: a desparasitação.

Alguns parasitas do tubo digestivo podem causar graves transtornos, que poderão pôr em perigo a vida do animal. Assim, quando uns estão presentes em grandes quantidades, podem formar rolhões, os quais, ao bloquearem o intestino, originarão uma oclusão intestinal. Outros, mesmo em número reduzido, dão por vezes lugar a uma anemia mortal no cachorro. Outros ainda, felizmente mais raros, podem provocar a morte. No entanto, o mais frequente é o parasitismo manifestar-se por raquitismo e desenvolvimento defeituoso quando o animal infestado está em período de crescimento, e por mal-estar geral e pelagem descolorida quando o animal é adulto.

Os parasitas do tubo digestivo podem também ser perigosos para quem está em contacto com o animal, pelo que a desparasitação é muito importante. Nos cachorros, a desparasitação deve ser feita sistematicamente entre o oitavo dia depois do nascimento e a sexta semana; nos cães jovens, antes da vacinação, e depois de dois em dois meses ou de três em três meses; nas fêmeas, durante o cio e dez dias antes e dez dias depois do parto; aos demais cães adultos, duas a três vezes por ano.

No mercado encontram-se diversos anti-helmínticos destinados ao tratamento das parasitoses digestivas.

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